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1ª Temporada · 8 edições

O workbook de
quem vai fazer

O e-book é para ler. Este é para preencher. Oito módulos, um por edição — e, no fim, o seu Plano de Segunda-feira: o que muda, quem é o dono, qual número e em que data.

KIKO CAMPOS & ESABELA CRUZ · MENTE.KIKOCAMPOS.COM
Antes de começar

Três regras de uso

Personalize

Qual cadeira você ocupa?

Os oito módulos servem a todo mundo, mas a ordem de urgência muda com a cadeira. Escolha a sua e o workbook marca com ★ os módulos que você não deveria pular.

O mapa

As 8 edições, em 8 perguntas

A temporada não tratou de oito temas — respondeu a oito perguntas práticas. Pergunta é recuperável; tema não é. Clique para ir direto ao módulo.

Ato 1 · O indivíduo — "dá para ver antes?"
Ato 2 · O sistema — "dá para sustentar sem herói?"
Ato 3 · A prova e o que fica — "alguém já fez?"
O número que atravessa a temporada

Os benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo INSS por transtornos mentais e comportamentais foram 546.254 em 2025, contra 472.328 em 2024 — alta de 15,66% em um ano, sobre um ano que já era recorde.

Fonte: Ministério da Previdência Social / Dataprev — divulgação de janeiro de 2026. Use este número; número sem fonte não sobrevive a uma pergunta do board.
Como este arquivo funciona

Você preenche, o navegador guarda

Tudo o que você escrever fica salvo neste navegador, neste computador — nada é enviado para lugar nenhum. Se você limpar os dados do navegador ou usar outro aparelho, o preenchimento não vem junto. Por isso: ao terminar cada módulo, use Imprimir / PDF para guardar uma cópia, ou Baixar backup para levar o preenchimento para outra máquina.

Edição 1 · 03 de julho de 2026

Por que a saúde mental virou pauta de gestão

A pergunta desta edição: por que isso deixou de ser tema de benefício e virou tema de gestão?

15 min3 práticasTodas as cadeiras

Saúde mental no trabalho parou de ser assunto de campanha porque virou três coisas ao mesmo tempo: risco, custo e obrigação. E porque a pergunta que se fazia estava errada.

Compliance protege o CNPJ. Cultura protege o CPF.

Live 1 · Mente no Trabalho
A virada de pergunta

Não é sobre quem adoeceu

A pergunta que não resolve

"Quem está adoecido aqui?" — coloca o problema dentro da pessoa, e a resposta possível vira encaminhamento individual: terapia, aplicativo, palestra.

A pergunta que resolve

"O que, na organização do trabalho, pode estar adoecendo as pessoas?" — coloca o problema onde ele pode ser mudado por decisão de gestão.

A frase para levar para a 1:1

Não pergunte apenas "você está bem?". Pergunte também: "o que no trabalho está dificultando que você fique bem?"

O ciclo

Quatro etapas para mapear sem achismo

EtapaA pergunta centralO risco de pular
1 · ObservarComo o trabalho acontece na prática?Decidir com base em narrativa incompleta — o trabalho prescrito no lugar do trabalho real.
2 · IdentificarQuais fatores geram pressão, conflito ou adoecimento?Confundir sintoma individual com causa organizacional.
3 · PriorizarO que tem maior probabilidade e severidade?Tentar resolver tudo e não resolver nada.
4 · AgirQual mudança concreta será feita primeiro?Produzir diagnóstico de gaveta.
Princípio de maturidade

Comece por onde há evidência e alcance. Um risco bem tratado, com rotina e aprendizado, vale mais do que um inventário perfeito que ninguém usa.

1

As sete perguntas — e as três que você vai levar

Leia as sete. Marque as três que, na sua área, você não sabe responder hoje. São essas que você leva para a próxima reunião de equipe.

2

O trabalho prescrito × o trabalho real

Escolha um processo da sua área. Descreva os dois — e onde a diferença está sendo paga com esforço invisível de alguém.

3

Agende a conversa de 10 minutos

Um roteiro curto, para usar com uma pessoa por semana. Marque com quem começa — e quando.

MinutoA perguntaO que observar
0–2O que está funcionando bem no seu trabalho hoje?Fontes de energia, apoio, clareza e boas práticas a preservar.
2–5O que está dificultando sua entrega ou aumentando a pressão?Sobrecarga, conflito de prioridade, retrabalho, falta de autonomia ou recurso.
5–7Há algo que você precisa e não está recebendo?Ferramenta, informação, decisão, apoio de liderança, pausa, treinamento.
7–9Qual pequena mudança teria maior impacto nesta semana?Ação simples, concreta e dentro do alcance do líder ou da equipe.
9–10Como vamos acompanhar isso?Responsável, prazo de retorno e evidência de evolução.
Precisão · leia antes de repetir por aí

A obrigação de gerir os FRPRT — Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais está de pé. O status de sanções e prazos é matéria jurídica em movimento: confirme com o seu Jurídico/compliance antes de afirmar qualquer coisa sobre multa. E nunca diga "a norma foi suspensa" — não foi.

Edição 2 · 10 de julho de 2026

A conversa que ninguém ensinou o líder a ter

A pergunta desta edição: o que um líder fala quando percebe que alguém não está bem?

45–60 min8 práticas★ Líder

Este é o módulo mais longo do workbook — e o único que se faz com caneta na mão em quatro blocos de 12 a 15 minutos, um por E. Não é um manual de diagnóstico: líder não diagnostica, não rotula e não faz terapia.

O líder não precisa ser terapeuta. Precisa ser humano com método.

Live 2 · Mente no Trabalho
1

Autoavaliação de partida

De 1 (nunca faço) a 4 (faço com consistência). Sem julgamento — é só o seu ponto de partida. Você reencontra estas quatro perguntas no fim do módulo.

Responda as quatro para ver a leitura.
O método

Os 4 E's em uma página

EPergunta-guiaRisco a evitar
E1 · Enxergue
mudança de padrão, não diagnóstico
"O que mudou nessa pessoa nas últimas semanas?"Rotular ("acho que ela está deprimida").
E2 · Escolha o espaço
privado, sem pressa, abrindo pelo fato
"Onde e quando essa pessoa se sentiria segura para falar?"Abordar no corredor, na frente do time ou por mensagem.
E3 · Escute
sem resolver, sem minimizar
"Eu entendi o que essa pessoa está vivendo — ou só o que eu supus?"Virar consultor ("você devia...") ou prometer sigilo absoluto.
E4 · Encaminhe
a ponte certa + follow-up
"Qual é a ponte certa — e quando eu volto para saber como está?"Entregar um telefone e nunca mais voltar ao assunto.

o líder é ponte, não é destino

E1 · Enxergue

Você não precisa saber o que a pessoa tem — e não deve tentar saber. Precisa notar o que mudou. O sinal relevante nunca é um comportamento isolado; é um desvio do padrão habitual daquela pessoa, sustentado por duas ou três semanas. O sinal é o contraste, não o comportamento em si.

2

Fato ou interpretação?

Clique em F para fato observável e I para interpretação ou rótulo. O gabarito aparece na hora.

Repare

Os fatos citam comportamento, frequência e contraste com o padrão anterior. As interpretações citam estados internos que você não pode observar.

3

Agora, o seu time

Pense em uma pessoa cujo padrão mudou (ou use um caso passado). Descreva apenas fatos observáveis — como se uma câmera tivesse registrado.

Releia antes de seguir

Sobrou algum adjetivo sobre o estado da pessoa ("desanimada", "estressada", "sem foco")? Corte. Se a câmera não gravaria, não é fato.

E2 · Escolha o espaço

A mesma frase, dita no lugar errado, vira constrangimento.

Privado1:1, porta fechada ou chamada de vídeo individual. Nunca no corredor, no open space, no grupo do time — e não por mensagem de texto.
Sem pressaReserve 30 minutos sem reunião na sequência. "Tenho 5 minutinhos?" comunica que o assunto não importa.
Anunciado com cuidado"Quero conversar com você amanhã, coisa boa, sobre como você está" evita a angústia do convite vago — "precisamos conversar" dispara alarme de demissão.
A fórmula da abertura

Fato + cuidado + pergunta aberta. "Notei que [fato observável]. Fiquei com vontade de saber como você está, porque me importo com você."

4

Escreva a sua abertura — e planeje o espaço

Use os fatos da prática 3. Escreva por extenso, como você realmente falaria.

Teste rápido

Leia em voz alta. Soa como você? Tem rótulo escondido? Cabe em 20 segundos? Se falhou em algum, reescreva.

E3 · Escute

Aberta a conversa, seu trabalho muda: agora é silêncio de qualidade. O impulso do líder é resolver — é assim que fomos treinados. Aqui, resolver rápido é falhar: a pessoa não veio buscar um plano de ação, veio verificar se é seguro falar. Escutar é a entrega.

TentaçãoComo soaAntídoto
Resolver"Já sei — vamos tirar você desse projeto."Pergunte antes de propor: "O que ajudaria você agora?"
Minimizar"Isso passa." / "Todo mundo tá cansado." / "Já passei por pior."Valide: "Faz sentido você estar sentindo isso. Obrigado por me contar."
Prometer demais"Fica só entre nós, juro.""O que você me contar fica entre nós — a única exceção é se você estiver em risco. Nesse caso, eu busco ajuda junto com você, nunca pelas suas costas."
5

Reescreva as três respostas ruins

Alguém do time desabafa: "Não estou dando conta. Qualquer e-mail me dá um aperto no peito. Tenho medo de estar decepcionando todo mundo."

"E se a pessoa negar?"

É o cenário mais comum — e não é fracasso. Não insista e não encurrale. A conversa já cumpriu o papel: a pessoa agora sabe que você enxerga e que a porta está aberta.

"Entendi — e fico feliz se estiver tudo bem mesmo. Só quero que você saiba que eu notei essas mudanças, que me importo, e que minha porta está aberta quando você quiser. Vou voltar a falar com você em uma ou duas semanas, tá?"

E4 · Encaminhe

Escutar acolhe; encaminhar cuida. O líder que só escuta vira, sem querer, o "terapeuta informal" do time — e isso adoece os dois. Ponte, não destino.

1 · Ofereça a ponte"Você não precisa passar por isso sozinho. A empresa tem [PAE / convênio / RH-SST], é confidencial e eu posso te ajudar a acessar agora, se quiser." Encaminhar junto funciona melhor que entregar um telefone.
2 · Combine o follow-up"Posso voltar a falar com você daqui a uma semana?" Marque na agenda na frente da pessoa. Follow-up combinado é cuidado; follow-up surpresa é fiscalização.
3 · Ajuste o contextoCom consentimento da pessoa, avalie o que dá para mudar na carga, no prazo ou na escala enquanto ela se recupera.
6

Mapeie os seus recursos — antes de precisar deles

A pior hora para descobrir se a sua empresa tem PAE é no meio da conversa. Preencha agora — e corra atrás do que não souber.

7

Simulação integrada — o caso Mariana

Mariana, analista sênior, 6 anos de casa, sempre foi a referência técnica do time. Nas últimas três semanas: ficou em silêncio nas reuniões, entregou dois relatórios com erros que nunca cometia, cancelou duas 1:1s e responde mensagens de madrugada. Ontem um colega comentou, em tom de piada: "A Mari anda com um pavio curto, hein."

Repertório rápido

Cinco situações que fogem do roteiro

SituaçãoO que fazer e dizer
"Está tudo bem." (nega)Não insista. Nomeie o cuidado, deixe a porta aberta e combine retorno. Registre para si os fatos e mantenha a observação.
A pessoa choraNão apresse, não mude de assunto, não saia buscando água como fuga. "Fica à vontade. Temos tempo." Ofereça pausa — e retome com suavidade.
"Promete que não conta pra ninguém?""O que você me contar fica entre nós — a única exceção é se você estiver em risco. Nesse caso, eu busco ajuda junto com você, nunca pelas suas costas."
Menciona desesperança ou riscoLeve a sério sempre. Não fica para amanhã e não fica só com você: protocolo interno no mesmo dia. Em risco imediato, CVV 188.
O problema é vocêNão se defenda na hora. "Obrigado por me dizer isso — não é fácil. Deixa eu pensar sobre o que você falou e voltar." E volte mesmo.
8

Autoavaliação de saída

As mesmas quatro perguntas. Responda de novo pensando em como você chega à conversa agora que ela está escrita.

Responda as quatro para ver a comparação.
Checklist de bolso · releia 2 minutos antes da conversa

E1 Tenho fatos observáveis, não rótulos. · E2 Privado, 30 min sem pressa, convite sem alarme, abertura pronta. · E3 Não resolver, não minimizar, não prometer sigilo absoluto; validar e sustentar o silêncio. · E4 Oferecer a ponte e acessar junto; follow-up combinado em ~1 semana, marcado na agenda; risco mencionado = mesmo dia, nunca sozinho.

Edição 3 · 17 de julho de 2026

Sinais precoces de burnout

A pergunta desta edição: quais sinais aparecem antes do afastamento?

20 min3 práticas★ Líder

Burnout não é um dia ruim. É uma tendência que ninguém interrompeu — e ela dá sinais semanas antes do atestado. O RH não vê o time todo dia; o líder vê. Por isso o sinal chega primeiro em você.

Burnout não chega de repente. Ele dá sinais — e o líder é quem enxerga primeiro, antes de virar afastamento.

Live 3 · Mente no Trabalho
O que observar · dimensões do burnout na CID-11 (OMS)

Os três sinais

SinalComo aparece no trabalho
Energia que não volta
exaustão
Cansaço que o fim de semana não resolve; a pessoa "chega já cansada". É quem volta de férias e em uma semana já está esgotada.
Distanciamento
cinismo
Quem era engajado vira "tanto faz": ironia, retração, silêncio, câmera sempre fechada. Some das reuniões, para de dar palpite onde sempre deu.
Entrega em queda
eficácia reduzida
Erros fora do padrão, retrabalho, prazos escorregando em quem sempre entregou.
A regra que evita injustiça

O sinal não é "ser fraco" — é mudar de padrão. A comparação é da pessoa com ela mesma, não com o colega do lado. Um dia cansado é humano; três semanas em queda é sinal.

1

O radar do seu time

Sem diagnóstico e sem rótulo: só padrão. Liste até três pessoas cujo padrão mudou nas últimas semanas. Se você não conseguir preencher a coluna "há quantas semanas", é porque ainda não é observação — é impressão.

QuemO que mudou (fato)Há quantas semanasQual dos 3 sinais
Os indicadores que já estão na sua mão

Antes de confiar só na memória, olhe: horas extras, dobras, atestados (principalmente picos às segundas), trocas de turno negadas, quase-acidentes e turnover por gestor. Cruze-os com os nomes acima.

O que fazer

Os 3 P's da prevenção

PADRÃOOlhar a tendência em semanas, não o dia ruim. A pergunta operacional: "faz quantas semanas que essa pessoa mudou?"
PAUSAProteger recuperação real: desconexão, férias de verdade, microrrecuperação. Pausa não é prêmio por produzir, é manutenção para continuar produzindo.
PRIORIDADERedesenhar a carga: tirar, não só somar. A pergunta operacional: "o que sai da lista dessa pessoa esta semana?"

Padrão, Pausa, Prioridade é o que transforma "eu percebi" em "eu agi". E se você glorifica a sobrecarga, você fabrica burnout.

2

Aplique os 3 P's à primeira pessoa da sua lista

3

E quando quem está em burnout é o próprio líder?

Um líder esgotado não enxerga o time. Responda de 1 (nunca) a 4 (com frequência), pensando nas últimas quatro semanas.

Responda as quatro para ver a leitura.
Como este módulo se liga ao anterior

Os 3 sinais e os 3 P's são o radar: enxergar e prevenir. Os 4 E's do módulo 2 são a conversa: o que fazer quando o radar apitar. É um sistema só — e prevenção é decisão de organização, não heroísmo de um líder sozinho.

Edição 4 · 24 de julho de 2026

Além do líder herói

A pergunta desta edição: como o cuidado deixa de depender de um líder bom?

25 min3 práticas★ Líder

A maioria das empresas responde ao adoecimento com ações voltadas ao indivíduo — terapia, aplicativos, mindfulness, ginástica laboral. São iniciativas bem-intencionadas, mas, sozinhas, elas não movem a curva.

O dado que muda a conversa

Um estudo de Oxford acompanhou cerca de 46 mil trabalhadores em 233 organizações: quem participou de programas individuais de bem-estar não ficou melhor do que quem não participou. A recomendação do autor é intervir na organização do trabalho — carga, escalas, metas, clareza, relações.

Fonte: William Fleming, Universidade de Oxford, Industrial Relations Journal, 2024.
A chave

A linha d'água

A pessoa · intangível

Vida pessoal, saúde, família, luto, dívidas. O líder não controla — acolhe com respeito e encaminha.

O trabalho · tangível

Escala, metas, pausas, clareza de papel, forma de cobrar e de reconhecer. O líder controla quase tudo — é aqui que a prevenção acontece.

Cuidado que depende de herói acaba quando o herói cansa. Cultura é o cuidado que continua funcionando — mesmo sem você.

Live 4 · Mente no Trabalho
1

A sua linha d'água

Pegue o caso mais difícil do seu time hoje. Separe o que é da pessoa do que é do trabalho — e repare em quantas linhas cabem do lado direito.

Quatro casos, quatro botões

O que não dizer, o que dizer — e qual alavanca o líder tinha na mão o tempo todo.

Caso 1

Jorge, operador de empilhadeira

Com o quadro reduzido, Jorge dobrou o turno 8 vezes em 2 meses. Esta semana, quase bateu a empilhadeira na prateleira. O supervisor viu.

✗ O que não fazer

"Tá dormindo pouco? Problema de casa fica em casa. Preciso de você 100% focado — na próxima é advertência." Resultado: Jorge passa a esconder o cansaço. Fadiga escondida vira acidente.

✓ Fale assim

"Jorge, me dá 2 minutos? Você dobrou turno 8 vezes em 2 meses — eu contei — e ontem foi por pouco. Não estou cobrando, estou preocupado. Esta semana você sai da escala de dobra, e eu vou rever essa conta de quadro. O problema não é você, é a escala."

Botão tangível

Escala e dobras. E registre o quase-acidente como evento de fadiga no GRO — é assim que o caso individual vira prevenção sistêmica.

Caso 2

Vanessa, atendente de call center

Monitorada por tempo médio de atendimento, pausas cronometradas. A supervisora notou choro no banheiro duas vezes na semana e 3 atestados em segundas-feiras no último mês e meio.

✗ O que não fazer

Chamar na frente do time ("gente, vamos dar uma força pra Vanessa!"), perguntar da vida pessoal em público e terceirizar: "baixa o app de meditação". Expõe a pessoa, vira terapeuta de auditório e ignora o padrão das segundas.

✓ Fale assim

"Vanessa, no fim do turno, 5 minutos só nós duas? Notei 3 atestados em segundas e te vi abalada. Não vou perguntar da sua vida pessoal — quero entender o que no trabalho está pesando. A meta subiu? Vou olhar a distribuição das filas e garantir pausa após chamada crítica. E o PAE é confidencial — te passo o contato. Semana que vem a gente se fala de novo."

Botões tangíveis

Meta de TMA, pausa pós-chamada crítica, distribuição de filas. Conversa sempre em particular, partindo de fatos observáveis.

Caso 3

Cida, operadora de caixa

Mãe solo, 10 anos de casa exemplares. A creche do filho mudou de horário; pediu troca de turno 2 vezes — negada ("a escala já fechou"). Passou a atrasar e ontem respondeu grosso a um cliente. Chegou reclamação formal.

✗ O que não fazer

"Reclamação de cliente é inadmissível! Problema de creche todo mundo tem. Se organiza, porque na próxima é advertência por escrito." Pune o sintoma e ignora o padrão: a pessoa não mudou — o contexto mudou.

✓ Fale assim

"Cida, preciso falar da reclamação — e você sabe que isso não é do seu feitio. O que mudou?... A creche, e a troca negada 2 vezes. A escala travada é um problema meu de gestão. Vou refazer o rodízio e montar um quadro de trocas com regra clara. Sobre o cliente: não pode se repetir — e eu vou te dar condições para isso."

Botão tangível

Regra de troca de turno clara e publicada — flexibilidade com critério, não favor. Negar a troca duas vezes foi uma decisão de design que criou o risco.

Caso 4

Roberto, auxiliar de produção

Desde que o filho entrou na faculdade, faz entregas de aplicativo à noite. Na fábrica: 3 erros de apontamento no mês (ele nunca errava), almoço sozinho, respostas curtas. O líder percebeu — e pensou: "não é da minha conta".

✗ O que não fazer

Nada. O silêncio parece neutro, parece respeito — mas é o erro mais comum e mais caro. O custo aparece depois: no acidente, no atestado, no afastamento.

✓ Fale assim

"Roberto, bora um café? Notei 3 erros de apontamento — e você é o cara que nunca erra. Não quero invadir sua vida, mas me importo com você. Tem algo do trabalho pesando?... Existe o programa de apoio, é confidencial — te passo o contato. E se o cansaço bate no fim do turno, deixa eu ver a rotação e te tirar da prensa nesse horário. Semana que vem repetimos esse café."

Botões tangíveis

Rotação de tarefas (tarefa crítica × horário de fadiga) + encaminhamento confidencial + follow-up marcado em uma semana.

Do caso à cultura

O PDCA do líder — uma vez por mês

É o que impede que o cuidado dependa da memória de uma pessoa.

PLAN · Olhe os dadosHoras extras, dobras, atestados, trocas negadas, quase-acidentes. É o radar de padrão do seu time.
DO · Uma medida tangívelUma regra de troca publicada, uma pausa protegida, uma meta revisada. Uma por mês basta.
CHECK · Pergunte ao time10 minutos na reunião: "o que no nosso jeito de trabalhar mais pesou este mês?"
ACT · Vire regraO que funcionou vira regra escrita, não favor. Assim a cultura fica — mesmo quando você sai de férias.
2

A medida tangível que eu vou mexer este mês

Uma só. Esta linha vai para o seu Plano de Segunda-feira no fim do workbook.

3

O poder das escolhas — checklist final

Não fazer nada também é uma escolha — e é a mais cara delas.

Live 4 · Mente no Trabalho
Edição 5 · 31 de julho de 2026

NR-1 sem pânico: o mapa do RH

A pergunta desta edição: por onde o RH começa a NR-1 sem entrar em pânico?

25 min4 práticas★ RH e SST

Os FRPRT — Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho precisam entrar no seu GRO/PGR com a mesma seriedade de um risco físico ou químico. A NR-1 é ampla, e os FRPRT são uma parte dela.

As quatro regras de precisão · valem para tudo o que você falar sobre o tema

1. Escreva FRPRT por extenso na primeira menção: Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho.
2. Nunca diga "os 13 fatores". Não existe lista fechada — o que existe são principais FRPRT a mapear, como exemplos.
3. A matriz severidade × probabilidade é um exemplo, não um padrão. Cada empresa fundamenta a sua.
4. O plano não é do RH. É gestão contínua e compartilhada — RH, Jurídico/compliance, SST e liderança, sempre as quatro juntas. Quem tenta fazer sozinho não termina.

A NR-1 não pede terapia de graça. Pede gestão de risco.

Live 5 · Mente no Trabalho

Etapa 1 · Inventário dos FRPRT

Mapear o que, na organização do trabalho, adoece — não as pessoas, o sistema.

1

Marque os fatores presentes na sua operação

Exemplos, não uma lista fechada. Marque os que você já tem evidência de que existem — não os que você suspeita.

Indicadores que já estão na sua mão

Absenteísmo, atestados (picos às segundas), rotatividade, afastamentos INSS, horas extras e turnover por gestor. Cruze-os. Para cada risco, registre: fator organizacional → consequência à saúde → grupo exposto. E combine quantitativo (indicadores) com qualitativo (escuta e grupos focais).

Etapa 2 · Avaliação e priorização

Transformar percepção em decisão: o que é urgente e o que pode esperar.

Severidade ↓ / Probabilidade →RaraPossívelFrequente
GraveAltoCríticoCrítico ← comece por aqui
ModeradaMédioAltoCrítico
LeveBaixoMédioAlto

Exemplo de matriz severidade × probabilidade. Adapte ao modelo da sua empresa, com fundamentação técnica.

Como ler

Comece pelos Críticos e Altos — é o que exige ação imediata e o que o auditor cobra primeiro. Os baixos entram no monitoramento contínuo, não na gaveta.

Etapa 3 · Plano de ação

Todo risco avaliado vira uma linha com dono, prazo e prova. Sem isso, não existe.

2

As suas primeiras linhas

Priorize controle na fonte — na organização do trabalho — e não só no indivíduo. Programa de aplicativo não substitui mudança de escala.

Risco (do inventário)Medida de controleResponsávelPrazoEvidência
sobrecarga no SAC (picos)redesenho de escala / pausas reaisGestor + RH__/__/__nova escala + ata
O que transforma a linha em prova

A coluna de evidência é a que sobrevive à auditoria e à ação trabalhista. "Nova escala publicada + ata da reunião" é evidência; "sensibilização realizada" não é. Se a linha não tem como ser provada em 48 horas, ela ainda não existe.

Etapa 4 · Integração e ciclo

Cuidar não pode depender de herói: o que fica é a rotina que continua funcionando.

3

O plano de 90 dias — com datas de verdade

Por onde começar na segunda de manhã. Marque a data de leitura de cada bloco antes de sair desta página.

Dias 0–30 · EnxergarDias 31–60 · DecidirDias 61–90 · Mover
→ formar o grupo (RH, SESMT, jurídico e liderança)
→ levantar indicadores que já existem
→ escolher o instrumento
→ rodar o inventário nas áreas críticas
→ classificar riscos pela matriz
→ definir os 3 a 5 riscos críticos
→ montar o plano de ação (dono, prazo, evidência)
→ inserir a seção no PGR
→ executar as primeiras medidas na fonte
→ capacitar lideranças
→ ativar canal de acolhimento
→ definir indicadores e a 1ª revisão
4

O teste do buraco

Antes do auditor — ou antes do adoecimento.

Edição 6 · 07 de agosto de 2026

O caso de negócio do bem-estar

A pergunta desta edição: que contas fazem o board aprovar?

30 minCalculadora★ Board

A regra de ouro: o board não aprova um programa. Ele aprova a redução de uma perda que já está acontecendo. Por isso este módulo não começa pelo que você quer comprar — começa pelo que a sua empresa já está pagando.

Bem-estar não é custo de RH. É uma linha de resultado que ninguém está lendo.

Live 6 · Mente no Trabalho
Antes de digitar qualquer número

Nenhuma das três contas exige consultoria, BI ou dado que você não possui. As três saem de informação que já existe na folha, na medicina do trabalho e no seu controle de turnover. Seja conservador: uma conta defensável vale mais que uma estimativa espetacular — você só precisa ganhar essa reunião uma vez.

1

As três contas

Preencha com os dados dos últimos 12 meses da sua área crítica. O total se calcula sozinho.

1 · O afastamento — o que você já paga

Onde está o dado: afastamentos com CID do grupo F (transtornos mentais e comportamentais) dos últimos 12 meses; dias parados por caso; salário + encargos da posição; custo de cobrir a ausência.

Nº de afastamentos com CID F em 12 meses
Média de dias parados por casoo registro da medicina do trabalho tem isso
Salário + encargos mensais da posição (R$)o custo-dia é este valor dividido por 30
Custo total de cobrir as ausências (R$)hora extra, temporário, retrabalho — em operação, costuma ser metade da conta
Conta 1 — o que você pagou por pessoas que não estavam trabalhandoR$ 0
O erro mais comum nesta conta

Contar só o salário de quem se afastou e esquecer o custo de cobrir a ausência. E abra sempre por área: risco tem endereço.

2 · O turnover evitável — o que você paga para repor

Custo de reposição não é o custo do anúncio de vaga: é verbas rescisórias + recrutamento + treinamento + curva de aprendizagem + buraco de produtividade.

Desligamentos na área crítica em 12 meses
Custo de reposição de uma posição típica (R$)
Parcela atribuível ao risco psicossocial (%)seja conservador — e justifique com a sobreposição dos dois mapas
Conta 2 — o que você paga para repor gente que o desenho do trabalho expulsouR$ 0
Sobreponha dois mapas

O do risco psicossocial (do inventário do módulo 5) e o do turnover. Na esmagadora maioria das operações eles se encaixam — sobrecarga crônica, meta impossível e chefia despreparada giram gente o ano inteiro. Isso não é coincidência, é causa.

3 · O presenteísmo — o que você paga sem ver

É a maior e a mais ignorada. Você não precisa de instrumento: precisa dos sintomas operacionais que a sua área já mede — erro e retrabalho, quebra e avaria, quase-acidente, TMA, reclamação de cliente, índice de qualidade, horas extras. Compare a área crítica com uma área gêmea saudável.

Diferença anual de ocorrências entre a área crítica e a área gêmeaem unidades: peças de retrabalho, avarias, erros, atendimentos refeitos
Custo unitário da ocorrência (R$)
Parcela que você atribui ao adoecimento (%)conservador. Esta é uma estimativa — apresente com essa palavra
Conta 3 — estimativa do que você paga sem verR$ 0
O que separa credibilidade de exposição

Estimativa assumida como tal sobrevive à pergunta do CFO; número apresentado como certeza, não. E nunca leve um índice de presenteísmo da literatura internacional no lugar da sua conta.

Conta 1 · afastamentoR$ 0
Conta 2 · turnover evitávelR$ 0
Conta 3 · presenteísmo (estimativa)R$ 0
A perda dos últimos 12 meses
é a linha 1 do seu pitch
R$ 0
Legitimam o tema — nunca substituem a sua conta

Os números que o board respeita

546.254
BRASIL · 2025
Benefícios por incapacidade temporária concedidos por transtornos mentais e comportamentais em 2025 — alta de 15,66% sobre os 472.328 de 2024, que já era recorde. Transtornos de ansiedade e episódios depressivos lideram a fila.
Fonte: Ministério da Previdência Social / Dataprev — divulgação de janeiro de 2026.
US$ 8,8 tri
POR ANO · GLOBAL
O desengajamento custa à economia global cerca de US$ 8,8 trilhões por ano, algo em torno de 9% do PIB mundial. A mesma base mostra que aproximadamente 70% da variação do engajamento de uma equipe se explica pelo gestor direto — boa parte do problema está em algo que a empresa controla.
Fonte: Gallup.
46 mil
233 ORGANIZAÇÕES
Participantes de programas individuais de bem-estar não apresentaram bem-estar maior que os não participantes. A recomendação do autor é intervir na organização do trabalho.
Fonte: William Fleming, Universidade de Oxford, Industrial Relations Journal, 2024.

Estatística global abre a porta; o número da sua operação é o que aprova o orçamento. E se você errar na parte regulatória na frente do board, perde a autoridade para o resto da conversa: a obrigação de gerir o risco está de pé; sobre sanções e prazos, fale só o que o seu Jurídico confirmou por escrito.

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O pitch de uma página — cinco linhas, nenhuma a mais

Se você só tiver uma reunião, leve isto. Nesta ordem. Escreva antes de entrar na sala.

A linha 5 é a mais subestimada

Comprometer-se a voltar com o resultado, mesmo ruim, é o que constrói credibilidade para o pedido seguinte. RH que só volta quando deu certo não é lido como parceiro de negócio.

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As três perguntas que derrubam o RH

Elas vêm nesta ordem — e a terceira é onde entra o argumento regulatório: no fim, nunca na abertura. Ensaie duas frases para cada uma.

Edição 7 · 14 de agosto de 2026

A virada na prática

A pergunta desta edição: o que aconteceu na prática com quem virou a chave?

20 min3 práticasTodas as cadeiras

Toda empresa tem o slide. Poucas têm a virada. A diferença entre as duas nunca foi orçamento — foi o que aconteceu no primeiro conflito entre o plano e a meta de alguém.

Plano aprovado não é virada. Virada é o que sobrevive ao primeiro "não cabe na minha meta".

Live 7 · Mente no Trabalho
O diagnóstico

Os três lugares onde o plano morre em silêncio

Marque os que estão acontecendo com o seu plano hoje. Marcar não é confissão — é onde você vai mexer.

Três histórias, três viradas

Todas anonimizadas: setor e ordem de grandeza, nunca nome de empresa. Repare que nenhuma delas começou com orçamento novo.

História 1 · organização do trabalho

A escala de dezembro

A cenaNo pico de dezembro, um gerente fechava a loja às 23h e abria às 7h do dia seguinte. Em janeiro, afastamento por ansiedade. O plano aprovado nunca tinha chegado até a escala.
Onde travou"Escala é assim mesmo." O plano tinha palestra e canal de escuta — não mudava o trabalho.
O movimentoUma regra de uma linha: ninguém fecha e abre no dia seguinte. Custo de folha igual.
O que sobreviveuVirou política de rede — e sobreviveu ao primeiro dezembro seguinte.
História 2 · avaliação × custo

A perda que a loja pagava sem ver

A cenaQuebra de estoque e erro de precificação subindo por três trimestres. A seção campeã de perda era a mesma campeã de afastamento curto e de presenteísmo. O custo já estava no resultado — na linha errada.
Onde travouBem-estar e perda viviam em reuniões e diretorias diferentes. Ninguém somava — e ninguém era dono da soma.
O movimentoCruzar o mapa de risco psicossocial com o mapa de perda, por seção.
O que sobreviveuA reunião de perda — a que já existia — ganhou indicador de gente.
História 3 · governança

O plano que morreu na regional

A cenaPrograma aprovado, verba liberada, implantação zero. O diretor regional: "eu entendo o programa, mas ele não cabe na minha meta". Ele não era o vilão — era o sistema funcionando.
Onde travouFoi aprovado no board, mas nunca entrou na agenda. Reunião paralela de RH sempre perde.
O movimentoO indicador de afastamento entrou na mesma reunião de resultado das lojas, na página do P&L.
O que sobreviveuNo trimestre seguinte, o mesmo diretor cobrava o indicador.

Ninguém implementa o que não é medido na reunião que importa.

Live 7 · Mente no Trabalho
1

Escreva a sua história — no mesmo esqueleto

Pode ser a que pegou ou a que morreu. As duas ensinam. E se você quiser que ela vire caso do livro, guarde este texto: é exatamente o que vamos pedir.

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A sua linha de base

O Diagnóstico de Maturidade NR-1 são 15 perguntas em cerca de 3 minutos. Devolve um índice de 0 a 100, mostra em qual das cinco dimensões o seu plano trava e entrega três próximos movimentos. Faça agora — sem linha de base você não consegue provar melhora nenhuma depois.

Descubra onde está o buraco antes de escolher a solução

É a ordem que quase ninguém segue — e é por isso que tanta empresa compra a solução certa para o problema errado.

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Segunda-feira, sem orçamento novo

Três movimentos. Estas três linhas vão direto para o seu Plano de Segunda-feira.

Por que "1 slide" e não "uma reunião"

Ninguém nega um slide. Todo mundo nega uma reunião nova. Quando o número mora num comitê próprio, ele morre junto com o comitê.

Edição 8 · 21 de agosto de 2026 · final da 1ª temporada

Cultura humanizada: o que fica

A pergunta desta edição: o que continua acontecendo quando ninguém está olhando?

20 min3 práticasTodas as cadeiras

Segunda-feira, 8h10. A live de sexta acabou. O slide foi apresentado, a pauta foi aprovada, todo mundo bateu palma. E aí a operação abre, o número do dia aperta, e alguém precisa decidir a escala. É nesse minuto — não no da apresentação — que a gente descobre se existe cultura.

Cultura é o que continua acontecendo quando ninguém está olhando.

Live 8 · Mente no Trabalho
1

Os quatro sinais de que pegou

Marque só o que já é verdade hoje — não o que está previsto. O resultado aparece embaixo.

0
de 4 sinais. Marque o que já é verdade.
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Os três sinais de morte

Se você marcar algum aqui, é sinal de alerta — e cada um tem um antídoto que você já escreveu neste workbook.

O que não tem dono, não tem número e não muda o trabalho não é cultura. É campanha — e campanha tem data de fim.

Live 8 · Mente no Trabalho
3

As quatro marcações — abra o calendário agora

Nada disso precisa de orçamento novo. Precisa de data. Marque as quatro antes de fechar este arquivo.

QuandoO quêSua data
Esta semanaA linha de base: as 15 perguntas do diagnóstico, cerca de 10 minutos. Sem linha de base você não prova melhora nenhuma depois.
Neste trimestreNomear os donos por frente, registrar o que já existe e garantir que o resultado esteja no documento que já é da empresa — não num arquivo paralelo.
No ciclo de metasUma pergunta nova, sempre: "essa meta muda a carga de trabalho de quem?" É a coisa mais barata desta lista e a que mais muda decisão.
Recorrente, todo mêsUm slide fixo na reunião que já existe: um número, uma tendência e um dono.
O manifesto

Seis frases para colar na parede

01 Cuidar não pode depender de herói. Cuidado que depende de uma pessoa acaba quando essa pessoa cansa, sai ou é promovida. Cultura é o que sobrevive à troca do gestor.

02 É o trabalho que adoece. Antes de perguntar o que há de errado com a pessoa, pergunte o que há de errado com a escala, a meta, a pausa e a clareza do papel.

03 O líder não precisa ser terapeuta. Precisa ser humano com método.

04 Bem-estar não é custo de RH. É uma linha de resultado que ninguém está lendo.

05 Plano aprovado não é virada. Virada é o que sobrevive ao primeiro "não cabe na minha meta".

06 Cultura humanizada não é ser mais gentil no discurso. É desenhar o trabalho de um jeito que exija menos heroísmo das pessoas.

Se você chegou até aqui

A sua história pode virar caso do livro

Você já escreveu, no módulo 7, a história que pegou ou a que morreu. Se quiser que ela entre no livro, mande para a gente: a conversa leva 20 minutos e a publicação é anonimizada do jeito que você quiser.

Depois de fechar este arquivo

O meu Plano de Segunda-feira

Não são quatro projetos. São decisões que cabem numa semana comum, sem orçamento novo. Esta página se monta sozinha com o que você escreveu — se algo estiver em branco, volte ao módulo indicado.

Imprima esta páginaLeve para a sua reunião
Quem assina
Área
1 · A perda dos últimos 12 meses
Total das três contas · módulo 6
2 · O CEP — onde a perda está concentrada
módulo 6 · risco tem endereço
3 · A causa, no desenho do trabalho
módulo 6, saindo do inventário do módulo 5
4 · A medida — uma só
módulo 7 · e o botão tangível do líder, do módulo 4:
5 · O dono — nome e sobrenome
módulo 7 · se todo mundo é dono, ninguém acorda de madrugada pensando naquilo
6 · O indicador, e a reunião que já existe
módulo 7 · ninguém nega um slide
7 · A leitura — a data em que eu volto com o resultado
módulos 4 e 7 · voltar mesmo quando o resultado for ruim é o que constrói credibilidade
8 · A conversa que eu vou ter
módulo 2 · e o que sai da lista dessa pessoa esta semana (módulo 3):
9 · A minha linha de base
módulo 7 · Diagnóstico de Maturidade NR-1
10 · As quatro datas do calendário
módulo 8 · nada disso precisa de orçamento novo. Precisa de data.
Antes de sair

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Cuidar não pode depender de herói — nem de orçamento novo. Depende de dono, número e mudança de verdade no trabalho.

Mente no Trabalho · 1ª temporada